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OFERTA TURÍSTICA REALINHADA COM AS NOVAS TENDÊNCIAS DO MERCADO
2016-03-31

Estratégia de turismo não pretende mudar os Açores mas antes “sugerir novas formas de vender o que já temos”. Plano Estratégico e de Marketing para o Turismo dos Açores, desenvolvido pelo IPDT, foi publicamente apresentado.

O presidente do Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT) defende uma evolução na oferta turística na Região, de forma a ”realinhá-la com as novas tendências de consumo.

 

“O que propusemos não foi uma rutura, temos é de evoluir, afirmou Jorge Costa, no final da sessão de apresentação do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores, explicando que a estratégia apresentada consiste em “pegar em todo o trabalho que já foi feito e realinhá-lo com o que são as tendências de consumo. Porque, se as tendências de consumo se vão alterando, não faz sentido continuarmos a vender a mesma coisa a pessoas que querem coisas diferentes".

 

No entanto, o especialista frisa que o objetivo “não é mudar os Açores” mas antes “sugerir novas formas de vender o que já temos”.

 

Para a Região foi definido que o turismo de natureza é o produto central, e que o turismo náutico, o “touring” cultural e paisagístico, a gastronomia e a saúde e bem-estar constituem produtos complementares e que enriquecem a oferta como um todo.

 

“O facto de estar a falar de turismo de natureza nâo significa que temos de continuar a olhar para o turismo como meramente contemplativo porque os turistas hoje em dia têm uma atividade em termos de fruição da natureza muito mais dinâmica e os Açores têm todas as caraterísticas para ir ao encontro dessa procura explicou, lembrando que o perifi do turista tem vindo a evoluir.

 

“A natureza exuberante e as características únicas de todas as ilhas permitem que os Açores se reposicionem indo ao encontro do que são as características do consumidor turístico”, disse.

 

Em termos de desaflos o plano estratégico do turismo para os Açores, concluiu que o turismo enfrenta cinco grandes desafios que devem ser acautelados para um desenvolvimento mais sustentável da atividade turística.

 

As acessibilidades, a sazonalidade, a vulnerabilidade do território, a qualidade do serviço e o desenvolvimento equilibrado do turismo nas nove ilhas são esses desafios.

 

Assim, logo no início da apresentação do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores (PEMTA), Jorge Costa começou por explicar que existe uma nova visão do destino Açores, que deve posicionar a Região como um destino de natureza por excelência, exclusivo, hospitaleiro e que permite uma enorme variedade de atividades relacionadas com terra e mar.

 

Para tal a comunicação deve abordar aspetos como inverter a ideia negativa de difícil acesso para uma ideia de isolamento positivo e exclusividade, a hospitalidade genuína ou realçar a atenção para a segurança, entre outros.

 

E porque as pessoas são parte integrante da experiência turística dos Açores, podendo mesmo ser ”o elemento diferenciador" é referido no PEMTA que é fundamental que a sociedade seja sensibilizada para a importância desta atividade económica, de receber bem e de zelar pela proteção do destino. Nesse contexto, Jorge Costa apresentou três medidas dirigidas àpopulação açorianaem geral: implementação de um programa de formação e qualificação transversal para a qualidade e diferenciação dos serviços; integração de temas sobre o setor do turismo na disciplina de Cidadania nos 1º e 2º ciclos; e sensibilização da comunidade para a importância do turismo através de campanhas internas.

 

Ontem foram também apresentadas as prioridades que deverão guiar a implementação deste plano, tendo sido definidas metas para as várias áreas do turismo. Assim com a implementação do PEMTA pmtende-se aumentar o RevPAR(Rendimento por quarto disponível) de 26,8 euros em 2015 para 41,7 euros em 2020; diminuir a atual sazonalidade de 42,4 porcento para 39 por cento até 2020 e no mesmo período aumentar o gasto médio por visitante de 57,3 euros para 69,2 euros.

 

 

Mas nesta apresentação, o presidente do IPDT deixou alguns alertas, um deles em relação à definição de preços. “Temos visto noutros destinos em que o turismo começa a crescer muito e que rapidamente se começa a tentar praticar preços muito acima do que deve ser a estratégia do produto e do serviço. O meu alerta é para que não se mate a galinha dos ovos de ouro, para que se seja consciente e acima de tudo que o preço cobrado esteja alinhado com o que é oferecido, afirmou.

 

 

Em termos de marketing, o PEMTA propõe que para além de se explorar muito os novos canais de comunicação, como o marketing digital, que se faça ”um trabaIho muito forte” junto dos consumidores finais, no sentido de aumentar a notoriedade do arquipélago e para que as pessoas possam, através das agências ou diretamente “cada vez mais procurar o destino Açores e conhecê-lo e recomendá-lo”.

 

 

Governo não irá "acudir" quem optar por seguir por caminho diferente

O presidente do Governo Regional dos Açores afirmou que qualquer entidade privada pode não concordar com este Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores ontem apresentado, mas que depois não poderá contar com a mobilização de recursos públicos para sustentar uma estratégia que não se coaduna com o mesmo.

 

“A partir daqui não podemos criar a ilusão de que cada um pode seguir o seu caminho e cá estará o Governo para acudir e para amparar. O que não significa que todos os intervenientes neste setor na Região estejam obrigados, ou sejam coagidos, a seguir este plano. Mas significa que a responsabilidade da Região é nas linhas deste plano estratégico e nas medidas e ações que este implementa”, afirmou na apresentação do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores (PEMTA).

 

Referindo que a Região está a viver “um momento de euforia”, Vasco Cordeiro alertou que “há muito trabalho a fazer do ponto de vista da qualificação de produtos e de serviços”, e que “a sustentabilidade ambiental, económica e social do Turismo dos Açores é responsabilidade de todos”.

 

Neste contexto, disse que, “depois de, em determinado momento, serem compreensíveis algumas exigências aos trabalhadores”, agora é “importante que o conjunto de matérias que regulam esta relação seja devidamente acautelada e devidamente respeitada, na medida em que há indicadores que estão a melhorar”. Vasco Cordeiro defendeu ainda que é necessário que as entidades públicas e privadas garantam “uma postura de exigência e de inconformismo” determinante para assegurar a sustentabilidade deste setor.

 

“Essa exigência e esse inconformismo são a chave para o sucesso e para a sustentabilidade deste setor”, frisou, alertando que “não podemos, nem devemos, ceder à tentação de nos deslumbrarmos com as estatísticas, considerando que o setor andará por si.

 

 

Sobre o plano estratégico para o Turismo, o presidente do executivo regional lembrou ainda que se tratou de trabalho que contou com a participação e o diálogo dos vários intervenientes.

 

Fonte: Açoriano Oriental

 

> PEMTA disponível para download AQUI

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